"O que tem de ser, tem muita força. Ninguém precisa se assustar com a distância, os afastamentos que acontecem. Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser. Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Não se perca, viu?" (Caio F. Abreu)
Era primavera. Talvez não quisesse ver as flores nem sentir o perfume no ar. Trancou-se. Retomando assim o passado ... o seu triste passado. Iluminado pelas estrelas "decadentes" que beiravam a rua, que cheirava a cerveja e a fumaça de cigarro, sem contar as bitucas úmidas espalhadas a longo da sarjeta. A primavera talvez fosse para ela o martírio e o sofrimento da perda da esperança e da vida. Foi exatamente no desabrochar das flores que ele apareceu. Sorriso quente. Olhos enluarados. A paixão. O Romance. O suspiro. Fez-se mulher novamente. Amável. Afável. Angelical Esqueceu por completo as noites em claro e o quanto mendigava por um corpo quente buscando, assim, enganar-se e aquecer seu coração em míseros minutos de satisfação. Pegou-a pela mão. Caminharam juntos lado a lado. Sol a sol. Descobriram-se. Renasceram ... primavera após primavera. E no florir de setembro quando o ar perfumou-se ele se tornou luz. Encantou-se. Aromatizou. Ela se trancou em su...

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