terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Reflexão...

Esses dias atrás eu conversava com uma amiga sobre relacionamento, um amigo chegou...e continuamos o papo e sempre a mesma pergunta...somos difíceis de sermos compreendidas???
...Ou...
Os homens não nos entende???
Aí lembrei de um texto da Lia Luft muito bom por sinal, chamado Canção das mulheres, mostra como gostaríamos de ser compreendidas. Mas, deixando o lado feminino de lado e não pensando somente no lado das mulheres...também considerando que a inversão possa ser feita...Talvez assim, muitas mulheres compreenderiam melhor quem está ao seu lado. Afinal, cada um tem o seu tempo, o seu momento e principalmente o seu espaço.

Canção das mulheres
"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher."

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